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O que é o Picture Play na Baby Lock Radiance?
O Picture Play na Baby Lock Radiance é uma funcionalidade no ecrã que permite transformar uma fotografia digital (a partir de uma pen USB) num desenho pronto a bordar directamente na máquina — sem necessidade de software externo de picotagem. Na demonstração, uma imagem simples de uma flor de lótus é convertida para uma pré-visualização em estilo photo stitch e, no final, para um ficheiro de pontos pronto a colocar no bastidor.
No entanto, na prática, o software é apenas metade do resultado. A máquina consegue gerar os dados, mas é a preparação física (estabilização, montagem no bastidor e controlo de tensão) que determina se o bordado fica profissional ou se acaba com tecido ondulado e desalinhamentos.
O que vai dominar neste White Paper:
- Navegação: onde encontrar o Picture Play e como importar ficheiros suportados (JPG/BMP/PNG).
- A física do redimensionamento: porque não se deve “aumentar/diminuir” sem consequências.
- A estética: como escolher entre 12 estilos (Original + predefinições + Custom) em função do tipo de tecido.
- O “Safety Save”: o passo crítico que evita o ciclo doloroso de recomeçar do zero.
- A realidade do bordado: estabilização, mecânica correcta de montagem no bastidor e porque, muitas vezes, melhorar as ferramentas resolve a frustração.

Teste de realidade do chão de produção: o Picture Play é acessível, mas desenhos de photo stitch são pesados. Geram milhares de perfurações em áreas pequenas. Para ter sucesso, convém pensar menos como hobby e mais como processo: o tecido está estável? o bastidor mantém tensão consistente sem deixar marcas do bastidor?

Step 1: Importar e a física do redimensionamento
1) Abrir o Picture Play no ecrã de selecção de bordado
No ecrã de selecção de bordado, localizar o ícone do Picture Play na zona inferior, ao lado do IQ Designer. Tocar no ícone com a caneta (stylus).

2) Importar a imagem (verificação de “higiene” do ficheiro)
Inserir a pen USB e seleccionar o ícone USB no ecrã. Procurar o ficheiro e premir “Set” (Definir).
Verificação crítica de formato: a máquina aceita JPG, BMP e PNG. Dica de resolução de problemas: se o ficheiro não aparecer na lista, é frequentemente um problema de codificação/compatibilidade do JPEG. Abrir a imagem num PC, fazer “Guardar como” para um JPG standard e voltar a tentar.

3) Redimensionar e rodar: a regra dos 20%
Depois de premir “Set” (Definir), entra-se no ecrã de ajuste de tamanho. É possível escalar, rodar ou repor (reset). Na demonstração, o visor indica 2.52 (L) x 3.04 (A).

Nota de especialista: o efeito “colete à prova de bala” Os desenhos de photo stitch dependem de camadas de linha para criar sombras.
- Risco: se reduzir um desenho em 50% sem reduzir proporcionalmente a quantidade de pontos, a densidade efectiva aumenta. O resultado pode ficar rígido, “tipo patch”, e aumentar o risco de partir agulhas.
- Regra: evitar redimensionar mais do que ±20% directamente na máquina. Se precisar de uma alteração grande, editar a fotografia num computador antes de importar.
Âncora sensorial (tensão na montagem no bastidor): Antes de avançar, confirmar a montagem no bastidor. Ao tocar no tecido dentro do bastidor, deve soar como um tambor bem esticado (tum-tum). Se soar frouxo, ou “papelado”, voltar a montar. Tecido solto com um desenho denso de photo stitch aumenta a probabilidade de desalinhamentos (quando contornos e preenchimentos não “batem certo”).
Step 2: Escolher estilos artísticos e filtros
Ao premir “Next” (Seguinte), escolhe-se a “lente” com que a máquina interpreta a imagem.
1) O carrossel dos 12 estilos
O Picture Play disponibiliza 12 estilos:
- Original (fotorealista; máximo detalhe).
- 10 predefinições artísticas.
- 1 estilo Custom (personalizado).


2) Lógica de decisão: o tecido dita o estilo
Não escolher um estilo apenas porque fica bem no ecrã. Escolher em função do substrato (tecido).
- Tecidos lisos (lona, ganga, popelina): pode funcionar bem com Original. Estes tecidos suportam melhor a elevada quantidade de pontos e as transições subtis.
- Tecidos com textura/pêlo (piqué de polo, toalha, polar): preferir estilos mais gráficos/cartoon. A sombra tonal muito fina perde-se no “pêlo” do tecido; um estilo mais simples lê melhor.
3) Tempo de processamento
Premir “Next” (Seguinte). A máquina processa a imagem e calcula os percursos; o tempo varia com a complexidade.

Aviso (segurança): durante o processamento e, sobretudo, durante o bordado, evitar colocar mãos ou ferramentas perto da zona da barra de agulhas. Em desenhos photo stitch, o bastidor movimenta-se de forma mais agressiva no eixo X-Y. Manter mangas soltas, cabelo e ferramentas magnéticas afastados do braço de bordar.
Step 3: Controlo de densidade e conversão final
1) A pré-visualização como “porta de qualidade”
Surge a pré-visualização do resultado em pontos.

Verificação visual:
- Observar linhas finas/detalhes: estão definidos?
- Procurar blocos grandes de cor: estão demasiado extensos? (podem causar deformação/ondulação do tecido).
2) Gestão de cores e linhas
A barra lateral mostra Max Number of Colors (por exemplo, 15) e a Thread Brand.

Nota de produção: 15 cores = 14 trocas de linha. Em trabalho repetitivo, isto pesa no tempo total.
- Optimização possível: avaliar se reduzir o máximo de cores para 8 ou 10 mantém o aspecto aceitável, diminuindo trocas.
3) Slider de densidade: a alavanca principal
Usar o controlo deslizante de densidade na parte inferior para ajustar o nível de detalhe.

Como ajustar a densidade (ponto de equilíbrio):
- Demasiado baixa: aparecem “falhas” e vê-se a cor do tecido.
- Demasiado alta: o bordado fica rígido, o tecido enruga nas extremidades e a linha pode desfiar/partir.
- Ajuste recomendado: começar no valor por defeito. Em malhas finas (ex.: T-shirt), baixar ligeiramente a densidade pode ajudar a reduzir deformação. É preferível um bordado um pouco mais leve do que danificar o tecido.
4) Protocolo “Safety Save”
Parar aqui. Não premir “Set” (Definir) ainda. Tocar no ícone da Memory Pocket para guardar o projecto do Picture Play.

Porquê? Depois de premir “Set” (Definir), o resultado passa a dados de bordado (ficheiro de pontos) e já não é possível voltar atrás para alterar o estilo ou o slider de densidade. Sem este guardado intermédio, teria de reimportar do USB e recomeçar.
5) Conversão
Premir “Set” (Definir) e confirmar o aviso. A partir daqui, entra-se no ecrã normal de edição de bordado.



Checklist de preparação: a inspecção “pré-voo”
Não saltar estes 5 passos antes de premir Start.
- Agulha: colocar uma agulha nova. Em desenhos densos, qualquer rebarba na ponta/olhal aumenta logo o desfiar da linha. (No rascunho original: 75/11 ou 90/14 conforme a espessura do tecido.)
- Consumíveis: foi aplicado spray adesivo temporário no estabilizador? Ajuda a reduzir “flagging” (o tecido a levantar) durante bordado rápido e denso.
- Bobina: a bobina está cheia? Photo stitch consome muita linha inferior; não começar com bobina a meio.
- Teste de tensão: ao puxar a linha superior, deve sentir-se uma resistência consistente. Se estiver demasiado solta, podem surgir laçadas.
- Folga do bastidor: confirmar a área do desenho e garantir que o calcador não vai bater no aro do bastidor.
Porque faz sentido usar bastidores magnéticos com desenhos do Picture Play
Os desenhos do Picture Play são um teste sério à montagem no bastidor: têm puxões multidireccionais que tentam deformar o tecido. Bastidores standard (plástico com parafuso) dependem de fricção e força manual, o que pode criar marcas do bastidor e, ao mesmo tempo, não garantir tensão consistente.
O problema real: marcas do bastidor e fadiga
Em produção (por exemplo, 10+ camisolas), apertar parafusos repetidamente cansa as mãos. Quando a força varia, a tensão no bastidor também varia: a peça #1 fica impecável, a #10 pode ficar ondulada. Além disso, tecidos delicados (desporto/performance, veludo) podem marcar de forma permanente com a pressão de aros tradicionais.
Árvore de decisão: escolher a ferramenta certa
Começar aqui → Qual é a principal limitação?
- Cenário A: “Odeio marcas do bastidor em tecidos delicados.”
- Solução: Bastidores magnéticos. Ao prenderem por pressão uniforme, em vez de forçarem um aro interior contra um aro exterior, tendem a reduzir marcas por fricção.
- Cenário B: “Demoro demasiado tempo a montar no bastidor.”
- Solução: medir o tempo real. Se a montagem no bastidor demora >3 minutos, pode fazer sentido uma estações de colocação de bastidores. Uma estação, combinada com bastidores magnéticos, ajuda a repetir alinhamento e tensão de forma consistente.
- Cenário C: “O tecido escorrega durante bordados densos.”
- Solução: com bastidores standard, envolver o aro interior com fita de viés para aumentar aderência. Alternativamente, considerar bastidores de bordado magnéticos para máquinas de bordar babylock, que aplicam pressão de aperto ao longo de toda a área do bastidor.
- Cenário D: “Preciso de produzir 50 camisolas por dia.”
- Solução: o gargalo pode já não ser a montagem no bastidor, mas sim o processo linear de uma máquina de uma agulha. Em ambiente profissional, é comum evoluir para uma máquina de bordar multiagulhas para reduzir tempos mortos de preparação/troca.
Aviso (segurança com ímanes): bastidores magnéticos usam ímanes de Neodímio potentes.
* Risco de entalar: manter os dedos fora da zona de fecho.
* Dispositivos médicos: manter distância de segurança (6 inches+).
* Electrónica: não colocar cartões/telemóveis directamente sobre os ímanes.
Um caminho de upgrade prático
Para utilizadores Baby Lock, é comum começar a procurar um bastidor de bordado magnético baby lock quando aparece o primeiro enrugamento “impossível de resolver” num desenho denso do Picture Play. É um upgrade lógico de hardware para acompanhar as capacidades avançadas do software na máquina.
Setup: os consumíveis “invisíveis”
O vídeo mostra o ecrã, mas não cobre os consumíveis que, na prática, fazem a diferença em photo stitch.
- Estabilizador:
- Regra prática: se o desenho é denso (photo stitch), um estabilizador de recorte (cut-away) tende a suportar melhor do que um de rasgar (tear-away), que pode ceder e provocar desvios.
- Topper (solúvel em água):
- Em tecidos com pêlo/textura (polar, toalha, veludo), usar topper solúvel em água ajuda a manter os pontos à superfície, evitando que “afundem”.
- O herói discreto: spray adesivo temporário:
- Aplicar uma névoa leve no estabilizador (nunca na máquina) para unir tecido + estabilizador e reduzir deformações.
Operação: bordar com estratégia
Estratégia de bordado (qualidade + saúde da máquina)
- Velocidade: o facto de a máquina conseguir velocidades elevadas não significa que seja o ideal para photo stitch.
- Zona segura (iniciante): 600 - 700 SPM.
- Velocidade experiente: 800+ SPM (exige estabilização impecável).
- Porquê? Menos velocidade = menos fricção e aquecimento, reduzindo quebras e desgaste em zonas densas.
Checklist de operação (os primeiros 5 minutos)
- Verificação auditiva: um som regular é bom sinal. Um “clac-clac” forte pode indicar contacto com zona endurecida de linha, ou bastidor solto. Pausar e verificar.
- Verificação visual (verso): após a primeira cor, observar o verso. Idealmente, a linha da bobina deve aparecer de forma equilibrada; se só se vê linha superior no verso, a tensão pode estar demasiado solta.
- Verificação do tecido: observar se há “flagging” (tecido a levantar). Se existir, a montagem no bastidor está frouxa — parar e voltar a montar.
Se houver necessidade constante de voltar a montar no bastidor por causa de flagging, pode ser um indicador de que um fluxo com bastidores de bordado magnéticos para babylock ajudaria a prender as camadas com mais consistência.
Resolução de problemas: de sintomas a soluções
| Sintoma | Causa provável (física) | Correcção imediata | Prevenção |
|---|---|---|---|
| “Cannot Edit” | Conversão para dados de bordado sem guardar o projecto. | Nenhuma (é preciso recomeçar). | Guardar na Memory Pocket antes de premir “Set” (Definir). |
| Enrugamento (puckering) | Tecido esticado durante a montagem no bastidor. | Vapor/prensa (pode ajudar). | Montar “plano e neutro” — não puxar malhas. Usar cut-away. |
| Detalhe “borrado” | Tamanho demasiado pequeno / pêlo a interferir. | Aparar/limpar. | Usar topper solúvel em água. Aumentar ligeiramente o tamanho. |
| Linha desfia/parte | Agulha com desgaste / aquecimento por fricção. | Trocar agulha. | Agulha nova (75/11 ou 90/14). Reduzir velocidade para 600 SPM. |
| Marcas do bastidor | Aperto excessivo em bastidor standard. | Vapor. | Considerar bastidores magnéticos (tendem a reduzir marcas). |
| Falhas no preenchimento | Tecido a mexer / distorção “push-pull”. | Retocar (se aplicável). | Usar spray adesivo no estabilizador e garantir boa tensão no bastidor. |
Conclusão: dominar o processo
O Picture Play aproxima fotografia e têxtil, mas exige respeito pelas limitações físicas do fio e do tecido.
Roteiro para resultados consistentes:
- Software: aplicar a regra dos 20% no redimensionamento e guardar ficheiros editáveis.
- Hardware: escolher a agulha adequada à espessura do tecido.
- Preparação: estabilizar correctamente (cut-away + spray + topper quando necessário).
- Ferramentas: se a luta é tensão inconsistente ou marcas do bastidor, faz sentido considerar fluxos com estação de colocação de bastidores magnética.
Quando estes elementos se alinham, o resultado não é apenas uma foto convertida — é um acabamento têxtil com aspeto profissional e durabilidade.
